
Na sala dos professores do Instituto Federal do Maranhão, campus Zé Doca, iniciou-se um debate étnico-racial e cultural entre os docentes.
O professor Péricles Nunes açoitava frases pomposas sobre a mesa na narração da história de sua família. Orgulhosamente, dizia que os seus antepassados foram donos de escravos. Segundo ele, são fatos comprovadamente registrados em cartório e reconhecidos por historiadores maranhenses. Fiquei só ouvindo.
No epílogo do debate, ele arrematou:
- Na verdade, o negro discrimina o próprio negro!
Naquele momento, eu, diametralmente, entrei na contenda:
- Eu não gosto de negro...
Péricles, com uma postura triunfante, olhou de soslaio para todos os participantes como se estivesse dizendo: “vocês estão vendo, a minha tese está certa!”
Todos ficaram a fixar-me, então eu conclui com esta expletiva:
- Eu gosto é de negra
O professor Péricles Nunes açoitava frases pomposas sobre a mesa na narração da história de sua família. Orgulhosamente, dizia que os seus antepassados foram donos de escravos. Segundo ele, são fatos comprovadamente registrados em cartório e reconhecidos por historiadores maranhenses. Fiquei só ouvindo.
No epílogo do debate, ele arrematou:
- Na verdade, o negro discrimina o próprio negro!
Naquele momento, eu, diametralmente, entrei na contenda:
- Eu não gosto de negro...
Péricles, com uma postura triunfante, olhou de soslaio para todos os participantes como se estivesse dizendo: “vocês estão vendo, a minha tese está certa!”
Todos ficaram a fixar-me, então eu conclui com esta expletiva:
- Eu gosto é de negra













