
As avaliações dos estudantes da UESPI - Universidade Estadual do Piauí - estavam acumuladas e, portanto, passei o sábado e a manhã de domingo a corrigí-las. Como eu já estava extenuado, saí para desparecer e arejar a mente. Eu passava, completamente despojado (sandálias, camisa pólo e calção), na rua Elias Oka, em Floriano (PI), quando um senhor tradicional, saindo repentinamente de um pequeno portão, indagou-me:
- Quanto é que você quer pra colocar estes tijolos dentro deste muro?
Fiquei meio confuso, mas não perdi a calma e, então, interroguei-o:
- Quantos tijolos são?
- Cinco mil.
Mentalmente, fiz umas projeções numéricas e conclui:
- Quinhentos reais!
O senhor arregalou os olhos e, fazendo uma cara de incrédulo, falou irado:
- Quinhentos reais, cacete, foi o valor desta porcaria toda! Tu quer é tirar gosto com a minha cara? Tu sabe quem sou eu?
- Tanto quanto o senhor não sabe quem eu sou. Não lhe pedi trabalho. Não gosto de trabalho pesado.
Enquanto eu retomava o meu caminho, o senhor, num tom de provocação, arrematou indignado:
- Tu é coisa nenhuma, seu merda! Tu é um preguiçoso safado! Prefere roubar do que trabalhar!
Fiz-me de mudo.
4 comentários:
Cara, esta crônica é impagável. Ri tanto, com Odinho e Mariane.
Coloquei o endereço do teu blog no meu Twitter também.
Um abraço.
Jair Feitosa.
Cara, muito engraçado... bem ao teu estilo mesmo.
Obrigado pela observação na postagem da Marupiara, realmente falhei em não dizer alguns significados. Mas já fiz as devidas correções para que outras pessoas não tenham a dificuldade de entender.
Cordial abraço,
Chico Mário
Rodrigues. ás vezes, temos que nos transformar em tijolos, pedras, facas até conseguirmos chegar a plumas. Um grande abraço.
Lourdinha Leite Barbosa
Hehehe... meu pai mora na tal Rua Elias Oka, mas jamais seria capaz de tamanha grosseria contra um semelhante.
Me divirto muito com estas postagens.
Abraço fraterno.
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