
A “I Parada da Diversidade Sexual de Floriano” ocorreu praticamente paralela com a minha separação de uma união estável que durou dez anos. Eu estava em casa pensando numa filosofia de vida que me fizesse tomar novas diretrizes para o futuro. Naquele momento, o telefone tocou e, como se estivesse me confessando o segredo mais importante da história da humanidade, um colega confidenciou-me:
- Professor, rapaz, o Jair Feitosa estava na “Parada Gay”!
De relance, veio-me logo à mente a caricatura simbólica de um Jair vestido numa saiazinha de tiras multicolores, blusinha mostrando a barriga em forma de bola, uma peruca loira na cabeça, a face cheia de brilho realçando com um batom escandalosamente vermelho nos lábios, girando na ponta dos dedos dos pés como uma bailarina tresloucada e fazendo caras e bocas com os beiços espichados a lançar beijinhos para os homens e a revirar os olhos como se fosse desmaiar em plena avenida. Espantei-me da minha viagem não-lógica cognitiva e, alto, perguntei num tom de descrédito:
- Como? O Jair é pink?
- Não, rapaz, ele estava só olhando!
Pensei: ”Por que, então, tanta admiração: se ele viu o Jair foi por que estava lá também. Então, afinal, quem não se garantia era ele ou o Jair?”. Não dei mais importância ao assunto.
Alguns dias depois, encontrei Jair na sala dos professores do Instituto Federal do Piauí, campus Floriano, e resolvi, como de praxe, fazer uma brincadeira:
- Pois é, Jair, ouvi dizer que você estava na “Parada Gay” rebolando pra cacete!
Ele, como se já estivesse com a resposta pronta, disse:
- Eu estava lá, mas era com a minha esposa! Agora você, que fez foi se separar da sua, não vai demorar muito para empunhar uma bandeira arco-íris! Não se preocupe: a sua “fantasia” eu patrocino.
Fiquei só com um sorriso desbotado na cara.
- Professor, rapaz, o Jair Feitosa estava na “Parada Gay”!
De relance, veio-me logo à mente a caricatura simbólica de um Jair vestido numa saiazinha de tiras multicolores, blusinha mostrando a barriga em forma de bola, uma peruca loira na cabeça, a face cheia de brilho realçando com um batom escandalosamente vermelho nos lábios, girando na ponta dos dedos dos pés como uma bailarina tresloucada e fazendo caras e bocas com os beiços espichados a lançar beijinhos para os homens e a revirar os olhos como se fosse desmaiar em plena avenida. Espantei-me da minha viagem não-lógica cognitiva e, alto, perguntei num tom de descrédito:
- Como? O Jair é pink?
- Não, rapaz, ele estava só olhando!
Pensei: ”Por que, então, tanta admiração: se ele viu o Jair foi por que estava lá também. Então, afinal, quem não se garantia era ele ou o Jair?”. Não dei mais importância ao assunto.
Alguns dias depois, encontrei Jair na sala dos professores do Instituto Federal do Piauí, campus Floriano, e resolvi, como de praxe, fazer uma brincadeira:
- Pois é, Jair, ouvi dizer que você estava na “Parada Gay” rebolando pra cacete!
Ele, como se já estivesse com a resposta pronta, disse:
- Eu estava lá, mas era com a minha esposa! Agora você, que fez foi se separar da sua, não vai demorar muito para empunhar uma bandeira arco-íris! Não se preocupe: a sua “fantasia” eu patrocino.
Fiquei só com um sorriso desbotado na cara.