
Contratei um pedreiro para revestir umas colunas com cimento e, também, fazer algumas derivações na rede hidráulica de minha casa.
Ao apertar da tarde angustiante e de sol reluzente, percebi que somente o pedreiro tinha, durante várias vezes, solicitado água para beber. O seu auxiliar, intrigantemente, não solicitara nenhuma vez. Perguntei-lhe:
- Este tempo sufocante não lhe provoca sede?
- Professor, rapaz, eu estou bebendo no chuveirinho! – Disse ele com uma postura de esperteza.
“Chuveirinho?” Não me recordava de haver nenhum chuveirinho instalado lá em casa.
- Mostre-me, então, esse chuveirinho!
Saiu todo serelepe a cantarolar. E, com uma entonação e gestos de quem diz: “deixa de ser burro”, objetou:
- É aquele ali, oh!!
- Rapaz, isto aqui é uma ducha higiênica que serve para limpar as partes íntimas e a bunda de quem usa o vaso sanitário.
O auxiliar fez a cara de nojo mais azeda que já vi e, então, contorcendo-se freneticamente, enfiou o dedo garganta a baixo e ficou desmanchando-se em convulsões de vômito.
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