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terça-feira, 18 de maio de 2010

vida de professor



A Avenida Stanley Fortes Batista, a mais charmosa de Zé Doca (MA), é margeada pelo comércio formal e informal. Em frente ao mercado público municipal, no passeio livre da avenida, foram montadas várias barracas de vendedores autônomos, conhecidos popularmente como camelôs, que concentram, principalmente, a venda de confecções em geral: peças íntimas para mulheres e homens, calças, camisas, blusas, vestidos, etc.
Tranquilamente, eu caminhava sobre o calçadão da avenida quando, de chofre, uma senhora interpelou-me:
- Sô, compre uma calcinha!
Meio assustado, parei e fiquei pensando: “Além dessa cara de pobre que carrego, será que estou com trejeitos de ‘boneca’?” Para a vendedora, falei:
- Eu não uso calcinha.
- É pra sua mulher!
Novamente, eu a contrariei:
- Não tenho mulher.
Nervosa, ela insistiu:
- Moço, deixe de frescura, compre a calcinha e dê seja pra quem diabo for.
Sem levantar o tom de voz e tentando manter-me sério, interroguei-a:
- A senhora me oferece uma calcinha e eu é quem estou com frescura?
Não se fez de rogada e disse:
- Então, moço, compre a calcinha e guarde para você lembrar que existe mulher.
Duas mulheres que estavam comprando umas peças na barraca já estavam vermelhas de tanto sorrir. Baixei a cabeça e saí pensando: “Do jeito que estou isolado em Zé Doca, essa senhora deve estar com toda a razão”.

2 comentários:

Chico Mário Feitosa disse...

rachei o bico de tanto rir... ilário!

Umbelina disse...

Essa faz rir mesmo...
Boa semana.

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